Terminei de ler: "Cansei de Ser Boazinha" de Sueli Zanquim

Cansei de Ser Boazinha
Autora: Sueli Zanquim
Páginas: 182
Editora: Vida e Consciência


Em pleno século XXI, nós, mulheres, estamos à beira de um colapso existencial devido aos diversos papéis que assumimos ao longo de nossas vidas. O que nos tornamos não é quem realmente somos e por essa razão criamos padrões prejudiciais, entre eles o padrão egoico do “SIM”, que nos causa tanta infelicidade e sofrimento. 
Este livro, cujo objetivo é despertar as mulheres e resgatar sua essência feminina, traz relatos pessoais, técnicas e pesquisas que as ajudarão a elevar o padrão de pensamento e desconstruir essa visão de mundo irreal, libertando-as das amarras do ego e de tantos outros padrões prejudiciais.




Nota: 4 de 5


Este livro já foi lançado anteriormente por outra editora, a Madras, e a capa foi esta daqui:



Sim, meus amigos, a moça que ilustra a capa do livro é a autora.

Eu não sei dizer ao certo se houveram algumas modificações de uma edição para a outra. Embora a edição da Vida e Consciência (a que li) conte com mais páginas, pode apenas ser questão de diagramação, já que a fonte utilizada é um pouco grande e os recuos de bordas também. Diagramação que costuma ser bem diferente da adotada pela editora Madras, que é conhecida por usar fontes pequenas e livros com recuos mínimos nas bordas.

Porém, vamos ao que importa: o conteúdo da obra.

Sueli Zanquim era uma espécie de coach antes de se criarem essa profissão, pois ela conseguiu levantar o livro pontos importantes sobre o como nós mesmos nos vemos. Embora o livro seja focado em "mulheres", pode ser lido também por homens, já que trata sobre o comportamento humano e as tarefas cotidianas e cobranças impostas socialmente para nós.

O livro é um apanhado de como o trabalho da mulher acaba deixando-a, muitas vezes, presa a um ciclo de obrigações que a privam de sentir-se bem. Mas não apenas o trabalho fora de casa, ela inclui as rotinas para se cuidar da casa, filhos e de si mesma.

Particularmente eu não gosto muito de livros que focam em "auto ajuda", mas a temática adotada por ela é interessante e acabam indo de encontro com ideias feministas de que: às vezes estamos tão focadas em agradar ao próximo que esquecemos de cuidar de nós mesmas, abrindo mão de nossa felicidade por conta de obrigações morais e sociais impostas pela sociedade, sem nem ao menos pararmos para pensar se isso é benéfico ou não para nós mesmas.

Em alguns pontos eu creio que a obra possa ter sido um pouco superficial, mas creio que soa como um passo para o auto conhecimento, a aceitação de nossos limites, de nossos sonhos e de procurar sentirmos bem conosco, ao invés de incansavelmente viver as custas de alegrar e satisfazer as necessidades de nossos familiares e chefes. Ele foca no auto conhecimento e na busca da felicidade.

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