Terminei de Ler: A Adaga de Edwan - Eternidade

A Adaga de Edwan - Eternidade
Autora: Letícia P. S.
Páginas: 322
Editora: Ed. Coerência 
Taylor Harper só queria ser normal, mas ela era uma Vampira Branca, com o poder sobre o elemento fogo, herdeira de uma Profecia e a única capaz de matar o Vampiro das Sombras, o mais poderoso vampiro que já andou sobre a terra. Desde que abrira os olhos pela primeira vez, Taylor soube que sua vida não seria nada fácil. Nascida em meio a uma guerra na qual os vampiros de sua espécie eram forçados a fugir e se esconder, esquecendo até mesmo como usar a sua magia interior como arma, Taylor acaba se vendo dividida entre salvar aqueles que ama e salvar o mundo inteiro. O destino de todos está nas mãos de Taylor.





Taylor parece ser uma garota normal, mas não é, pois além de ser uma vampira, é a escolhida para matar o terrível Lazarus, o Vampiro das Sombras, mas tudo muda na noite em que seu pai morre e sua mãe é sequestrada por ele, pois ela faz um pacto com ele e assim está destinada a ir para o Inferno.

Após um tempo, passado em Boston,Taylor, volta para perto dos seus iguais, em Nova Jersei, mas leva um humano consigo, Jack, que conheceu em Boston.
Com isso, Taylor conta a verdade para Jack, e o humano resolve ajudar a amada.

Mas nada vai ser fácil na vida de Taylor, Jack e cia, pois um incidente, faz com que eles fujam de onde estavam (uma antiga estação de metro abandonada), e nesse novo lugar, Taylor encontra, Donna, mais uma amiga de Boston.
No Castelo da família de Donna, Taylor e seus amigos começam a procura da Adaga de Edwan, e isso os levam por um viagem por cidades e vilarejos estranhos dos Estados Unidos, durante esse caminho, eles encontram muitos aliados, mas também inimigos e passam muitos perigos, tragedias, e grandes emoções, sejam elas boas ou ruins; descobrem grandes segredos da história real dos vampiros, lobisomens e outros seres mágicos, e grandes revelações pessoais vem a tona não só na vida de Taylor, mas também na vida de seus amigos.
Será que Taylor irá conseguir a Adaga de Edwan? Conseguirá antes de ser pega e levada ao Inferno? Derrotará Lazarus e salvará sua mãe? E nas questões amorosas, ficará feliz com Jack??? 


Com Taylor, Claire, Jack e mais alguns membros da Resistência à procura da Adaga, os outros membros da Resistência são liderados por Donna, a escolhida de Claire, mas pela garota ser humana, isso gera intriga entre alguns dos membros da Resistência, liderados por Ariana, e a situação só piora quando um fantasma do passado da família de Donna retorna a seu castelo. 
O que irá acontecer com eles? Aceitaram Donna? Ou viveram uma guerra civil, fazendo assim com que os membros da Resistência se dividam? 

Enquanto isso, no lado negro,acompanhamos, Jared, um dos vampiros negros, capanga do Vampiro das Sombras em busca de uma mulher misteriosa, que guarda uma grande arma para Lazaruz, capaz de decidir a luta entre o bem e o mau.
E também o próprio Lazarus e Alessa (mãe de Taylor) que vive como prisioneira, mas que por Lazarus tentar a todo custo reconquistar o "amor" dela, não é tratada como tal.
Mas será que isso vai mudar? Alessa se entregará ao inimigo? Conseguirá fugir ou algo? E Jared, conseguirá achar essa mulher? O que é a arma que ela guarda?
Para descobrirem essa e outras respostas, leiam Eternidade, primeiro volume da trilogia A Adaga de Edwan, da escritora brasileira Letícia P. S.



Os personagens criados por Letícia são MARAVILHOSOS demais, serio, acho que em todo o livro só consegui odiar 2 deles, mas de resto, são tudo uns lindos.
Mas é claro que sempre tem que ter aquele preferidos, e os meus são.

No time feminino:

Taylor, a protagonista, como não gostar dela??? Não consegui, serio, pois é uma personagem MUITO bem construída, que mesmo sendo uma vampira fodona, é humana, tão humana que vive dividida entre salvar quem ama e a humanidade.

Katie, amiga de Taylor, e uma das membros da Resistência.
Uma garota maravilhosa, mas que infelizmente ama alguém que não a ama, um trágico final a aguarda, o que me matou de tristeza, pois estava gostando tanto dela.

Lauren, uma das melhores amigas de Taylor, uma garota meio durona, mas que no fundo tem um grande coração.
Adora comer (super me representa) e me tirou muitas risadas, acho que de longe, a melhor personagem secundária do livro ♥

Maya, a nerd da turma, adora dar explicações para tudo e adoro aprender o que não sabe.
Não temos muito foco nela, mas isso não impede a garota de ganhar nosso coração e fazer sofrermos por ela.




“- Você algum dia já viu o celular dessa maluca? – perguntou Eddie indo em direção ao aparelho. – Ela tem foto daquele ator Roberto Pistache cheia de coraçõezinhos e escrito: ‘ Eu quero suas presas em meu pescoço’. ..”
Donna, amiga humana de Taylor, se conheceram em Boston, onde dividiram um apê.
Voltam a se reencontrar no Castelo que pertence à humana, os vampiros da Resistência pensavam que o Castelo estava abandonado, mas não estava, e por serem amigas, Donna deixa Taylor e os outros ficarem lá, ela também fica sabendo sobre os vampiros e participa desse mundo por causa da amiga.
Ela é uma garota muito engraçada, ama vampiros (provavelmente ela é uma representação de todos nós, amantes de vampiros), as situações envolvendo ela amar vampiros são engraçadas demais.
Com o decorrer da história, ela muda um pouco, fica mais forte, mas não perde seu jeitinho engraçado. 
“Era Donna Harris, a garota com quem eu dividi o apartamento em Boston.
- Mas que inferno é esse? – perguntou ela, com uma cara espantada ao ver Dylan e os outros vampiros empunhando espadas, arcos e, alguns, já estavam prontos para atacarem com seus poderes. E então ela me viu. – Taylor? Que porra é essa na sua mão? Jack?
...
- Olá, Donna.
- Donna – disse Jack, constrangido, assentindo com a cabeça.
- Mas que diabos é isso? – Ela perguntou apontando para Dylan, cujas feições estavam voltando ao normal. – O que vocês são? – perguntou ela, espantada.
- Bem... eu poderia dizer que isso tudo é fruto da sua imaginação e que somos lindos unicórnios, mas isso seria uma mentira, e minha mãe disse que mentir é feio. – Ele olhou para Donna com um sorriso sarcástico no rosto, esperando que ela falasse alguma coisa. Como ela nada disse, ele respondeu: - Somos vampiros, minha querida.
- Vampiros? – ela perguntou rindo. – Vocês brilham?”


No time masculino:

Luca, o melhor personagem disparado!!! Amei forte demais esse cara, mas ele é bem misterioso, sabemos poucas coisas deles, e uma das coisas foi que ele um dos poucos vampiros que conseguiram escapar do Inferno (Lê, você PRECISA fazer um spin off dele, #FicaADica).
Ele é um dos vampiros negros (descrição mais a baixo), mas ele é um dos bonzinhos e além de ser amigo da Taylor, a ajuda na tarefa de procurar a adaga de Edwan.
“- Como é o Inferno? – Sua expressão ficou mais séria, ele se moveu um pouco, o assunto não era agradável. Você foi o único a fugir do Inferno, como é lá?
- É horrível. O Inferno, Taylor, é o pior lugar do mundo, nem mesmo o Vampiro das Sombras merece estar lá. – Estremeci. Virei-me para olhar em seus olhos, estavam repletos de dor, as lembranças enchiam o corpo dele com uma recordação cinza. – Tive que esperar 10 anos até as portas se abrirem de novo. Não foi fácil aguentar, muito menos sair. Eles me torturavam, e sempre que meu corpo se reconstituía, começava tudo de novo. Não éramos alimentados, tive que conviver com a sede, parecia que rasgavam a minha garganta. Vi vampiros mais fracos morrerem pela falta de sangue. Nosso desespero era o alimento deles. – Ele ficou um pouco em silêncio. – Eu vi Vampiros Brancos morrerem pela falta de sangue na época de suas Elevações, vi mais dor e sofrimento do que em todos esses anos que caminhei pela Terra. Outros 2 vampiros escaparam comigo...
- O que aconteceu com eles?
- Taylor, entenda uma coisa, ser torturado por 10 anos é o pior que pode acontecer em sua vida, ainda mais para um vampiro. É difícil viver com as lembranças. Elas simplesmente não desaparecem.
- Eles se mataram. – Não foi uma pergunta, mas ele assentiu mesmo assim.
- Esperaram o sol nascer. Os vi queimarem até as cinzas.”


Dylan, mais um vampiro negro, e mais um dos bonzinhos.
No passado teve uma vida humana miserável, mas quando Jared o transformou, encontrou uma família com o vampiro que o criou, mas isso mudou quando Jared conheceu Melissa, uma vampira negra que estava com Lazarus e levou seu criados para o lado negro, sendo assim, eles se separaram, Jared indo pro lado do Vampiro das Sombras, e Dylan indo ajudar a Resistência.
Eu não vou mentir, o personagem me deixou com uma pulguinha atras da orelha e pensei que ele seria um traíra, mas no decorrer do livro deixei de achar isso.
“- Dylan. – Chamei, fazendo-o parar.
- Sim, Taylor? – perguntou ele, parando e virando-se na minha direção.
- Eu queria te pedir desculpa.
- Desculpa pelo quê? – Ele parece confuso, sem saber ao que me referia.
- Quando nos conhecemos eu o tratei... tratei mal por você ser quem é, um Vampiro Negro...
- Isso não tem importância. – Ele me interrompeu.
- Tem sim, Dylan, e, depois do tempo que passamos na Cidade dos Caçadores, eu percebi o quanto estive errada em te julgar por você ser algo que não escolheu, te julgar pela sua espécie, como se todos os Vampiros Negros fossem maldosos. Isso é errado, só porque você não escolheu ser o que é, não quer dizer que vai ser mau igual a todos os outros como você. Sinto muito, Dylan.
- Eu te entendo, Taylor. Nos dias de hoje não podemos confiar em qualquer vampiro, ainda mais da minha espécie. A maioria está aliada ao Vampiro das Sombras.
- Eu sei que temos que ter cuidado. Ainda mais depois de ver o jeito como os Caçadores olhavam para nós, com nojo, sem nem ao menos nos conhecer. Simplesmente nos matariam por ser o que somos.
- Em tempos de guerra, Taylor, amigo e inimigo se tornaram coisas difíceis de se distinguir.
- Mesmo depois de tudo que Nadezhda fez por eles, continuaram nutrindo o ódio por nossas espécies durante muitas gerações. Como eles não conseguem enxergar que ainda existe bondade nas pessoas? E não apenas o mal.
- As pessoas vêm aquilo que elas querem ver, Taylor, nada mais e nada menos. Para os humanos, nós vamos sempre ser os inimigos...”




“- Não preciso dizer a vocês, vampiros arqueiros, para acertarem o alvo, e apenas o alvo – ele lançou um olhar acusatório para a Donna -, e não um de seus companheiros e nem seu próprio pé.
- Só um idiota faria isso – exclamou Donna, sem perceber que ele fala dela.
Scott se aproximou dela, colocando as mãos em ambos os ombros da garota e olhando fundo em seus olhos.
- Denny, meu amor, você é idiota...”

Scott, é o tipico garoto mulherengo e meio babaca, mas que no fundo, não é bem assim, e sim um cara muito legal, quero conhecer mais ele, e espero que com o decorrer da história nos outros livros, ele mude.
Mais um dos que me fizeram rir demais, ainda mais nas cenas com o Jack.
“- Eles não vão morder você – disse.
- Olá, Taylor – disse ele docemente, fingindo que eu não disse nada.
- Oi, Jack. Dormiu bem?
- Tirando o fato de ele estar com medo de algum vampiro entrar no quarto e devorá-lo, dormiu bem – respondeu Scott.
- Ele dormiu com você? – perguntei.
- Claro, e é um ótimo companheiro, silencioso e delicioso. – Scott piscou para Jack que olhou assustado para mim. – To só brincando cara, se eu fosse morder algum humano ia ser uma morena gostosa, não um garoto magrelo de Boston.”


Victor, um dos capangas de Lazarus, mas com ele não é bem assim, algo faz ele mudar de ideia sobre que lado deve ficar nessa batalha entre o bem e o mau.
Ele ajuda bastante Alessa, mãe de Taylor que está cativa de Lazarus, e com isso corre grande perigo.
“- Precisamos ir. Devemos nos reunir em frente ao castelo. – Levantei e passei a mão sobre o vestido. – Mas antes quero dizer uma coisa.
- Diga, Victor.
- Talvez você não sinta o mesmo, mas... – ele fitou o chão por um momento e depois voltou a me a me encarar. – Eu te amo, Alexandra. Desde o momento em que a vi entrar pela porta. Você me ensinou que não preciso ser um covarde, me aliando ao lado que me garanta vida, pois há honra na morte quando morremos lutando pelo bem, e não para o mal. Me mostrou que existe um caminho repleto de esperança, mesmo que esse caminho seja repleto de espinhos, que não seja tão fácil quanto escolher o caminho que leva para o lado mais forte, mas a recompensa no final será maior. E principalmente, me ensinou a nunca desistir. Não fui eu quem te ajudou todo esse tempo, foi você quem me ajudou, me guiando pelo caminho repleto de escuridão de volta para a luz.”


Bem, a leitura de Eternidade, foi muito prazerosa, pois a história é muito boa, os personagens mais ainda (só consegui odiar 2, nem mesmo o vilão, me causou ódio), a história aborda muitos temas bons, como amor, amizade, lealdade, e até mesmo temas meio pesados, como Síndrome de Estocolmo (ou quase isso, com o plot de Alessa e Lazarus, ele a ama, e a quer reconquistar, mesmo a tento cativa), racismo e preconceitos (mascarados nos tipos de vampiros, e nos relacionamento dos caçadores com eles, que não gostam deles, mesmo depois de tanto tempo).

Letícia usou seres bastante conhecidos como os personagens principais de sua história, os VAMPIROS, mas ela deu uma nova roupagem bem legal à eles, os dividindo em 2 grupos:
Os Vampiros Brancos: Que são vampiros que nasceram vampiros, não são imortais, podem andar a luz do sol, e o melhor: TEM PODERES, geralmente são poderes elementais (Fogo, Água, Ar e Terra), mas também podem ser alguma qualidade (inteligência, luta, etc), e também tem os poderes difíceis de aparecerem em algum vampiro branco, como o poder do Sol/Luz, Lua/Escuridão e de fazer armas (não fabrica-las e sim fazer elas aparecerem do nada). OBS: Um Vampiro Branco, pode vir a se tornar um Negro.
Os Vampiros Negros: São humanos transformados em vampiros, bebem sangue humano (os brancos só tomam quando a cada 10 anos de existência), não podem andar na luz solar, não tem poderes, mas são imortais.

A história que Lê criou, também tem outros seres mágicos, como dragões, bruxas, caçadores de vampiros (que tecnicamente são mágicos, afinal são mais fortes do que humanos normais), etc.

Bem, é isso, Eternidade é um ótimo primeiro volume, bem coeso, explicativo, mas também cheio de ação, com ótimos personagens, o único ponto negativo vai para a edição da editora Coerência, que tem uma letra pequena (para mim) e o texto muito juntinho numa mesma página.

QUOTES

“Em um pacto de sangue, os envolvidos podiam sentir quando um dos lados rompia o pacto, assim como podiam sentir as emoções envolvendo o outro. Eu, por exemplo, sentia a escuridão aumentar. Mas esse não era o pior tipo de pacto, o pior era o feito com a alma. Era difícil de ser feito, e, quando quebrado, a pessoa que o fazia tinha a alma partida. Imagine que o corpo é uma casca e a alma o conteúdo, a casca vai permanecer a mesma, mas sem algo no interior, ela entra em estado vegetativo.”

“- Ele está ganhando força, muitos vampiros estão se juntando a ele, muitos o fazem por medo. – Podia ver em sua face o quanto isso o incomodava. – Vampiros Brancos estão se tornando Vampiros Negros. Logo ele terá o que quer.
- Vocês vão impedir. – Ele voltou a me fitar, ambos sabíamos que era mentira.
- Espero que, no fundo você saiba que não podemos enfrentá-lo sem você. Porque não podemos. Podemos destruir o exército dele, um por um, mas não ele. Só você tem esse poder. Além do mais, um exército pode ser reconstruído.
- Espero que consigam destruí-lo. – Essas palavras eram sinceras, mas duvidava delas.
- Espero que tome sua decisão logo. A escuridão está ganhando forças.
- Eu já tomei minha decisão – respondi, sem entender.
- Não, Taylor. Você está indecisa. Basta olhar no fundo dos seus olhos. Seus amigos provavelmente vão morrer, e você sabe que se desistir os terá condenado à morte. Então, não, sua decisão não está tomada. – Suas palavras me perturbaram, e outra dpuvida surgiu em minha mente.”



“- Então, Donna, veio fazer o que nesse lugar abandonado? – perguntou Jack, andando de um lado para o outro bem devagar, tentando, em vão, disfarçar o nervosismo. – Garanto que seu apartamento em Boston é bem melhor que isso aqui.
- Eu fui despejada – ela respondeu. – Gastei minhas últimas economias na reabilitação de minha mãe, que obviamente não deu certo. Essa é minha nova casa.
- Espera aí – disse, me afastando dela para que pudesse olhar melhor em seus olhos. – Você planeja ficar aqui?
- Sim – respondeu ela, como se aquilo não fosse nada de mais.
...
- Ah, vocês podem terminar seu festival de vampiros, sem problemas – respondeu ela com um sorriso.
- Na verdade, Donna – disse -, nós estávamos planejando morar aqui por um tempo.
- Pensamos que o local estava abandonado – completou Jack.
- Oh. Vocês estão sem teto também? – perguntou ela com uma expressão de compaixão no rosto.
- É. Mais ou menos isso.
- Claro que podem ficar. – Ela sorriu para nós.
- Já que podemos ficar – respondi mordendo os lábios -, tem algumas coisinhas que você precisa saber sobre nós.
- Não me diga que vocês são alguma espécie de grupo satânico, ou que são serial killers em treinamento, ou, quem sabe, fugitivos da polícia?
- Na verdade... é um pouco mais complicado do que isso.
- Vocês são um grupo satânico de serial killers fugitivos da polícia?
- Somos vampiros de verdade – respondi.
- Menos eu – respondeu Jack levantando uma das mãos. – Sou 100% humano.”


“Esse é um momento para nos unirmos, para confortarmos uns aos outros, para ficarmos juntos. Abrace o amigo ao seu lado, enxugue suas lágrimas, o conforte, e você receberá o mesmo. Não deixe um amigo sofrendo sozinho na escuridão, porque é assim que o Vampiro das Sombras ganha, quando nos divide e nos enfraquece, e nós, da Resistência da Adaga Vermelha, não vamos dar a ele o gostinho de nos ver perdendo a esperança. Vamos nos levantar e lutar...”

“- Às vezes, passamos pelo mundo como ar, todos sabem que está ali, mas ninguém realmente o vê, ou se lembra dele a cada instante. O ar é algo precioso para nossas vidas e é triste ver que ele cai no esquecimento. – Não foi preciso Raphael se impor para que todos o ouvissem, suas palavras prendiam a atenção de qualquer um. – A mesma coisa acontece com as pessoas, todos nós estamos no mesmo universo, sob as mesmas constelações, e cada SER desempenha um papel importante todos os dias, mas nem todos são lembrados. Ninguém gostaria de cair no esquecimento, de sua vida ser encarada como uma passagem pela Terra sem importância nenhuma. – Ele fez uma pausa para olhar o rosto das pessoas ao seu redor. – Por isso, proponho construir um monumento para cada elemento, de cada pessoa que foi morta em batalha. E nesse monumento vamos escrever o nome daqueles companheiros que partiram para que, quando morrermos, eles ainda sejam lembrados. Lembrados como bravos vampiros que lutaram pelas forças do bem na batalha contra o mal. – Quando Raphael parou de falar todos aplaudiram...”

“- Nenhum segredo fica guardado para sempre, um dia ou outro a verdade toma forma e exibe-se para o mundo – disse Claire.”

“- Às vezes ficar sozinho não é uma boa opção, alguns sofrimentos precisam ser compartilhados para que a dor não seja tão intensa.
- Jack ”

“- Se você beber meu sangue, eu não me transformo – disse Donna eu entendi isso como uma pergunta, mas só depois percebi que era uma afirmação.
- Não me leve a mal, Denny, mas eu disse morena gostosa. – Jack riu da piada de Scott, mas eu, por outro lado, não pude rir. Nós, Vampiros Brancos, não gostávamos de nos alimentar de sangue humano, por isso fazíamos apenas na Elevação, era considerado uma traição com nosso lado humano, apesar de alguns Vampiros Brancos gostarem disso.
- Ah, eu me ofereci para Stephanie – ela se virou e acenou para uma garota com cabelos ruivos, mais puxado para o laranja, com incríveis olhos verdes, que exibiu um sorriso constrangedor e acenou brevemente para Donna. – Dividi o quarto com ela ontem à noite. Bem, metade da noite, depois de minha oferenda ela disse que ia pegar um copo d’água e não voltou mais. – Dessa vez não consegui evitar, tive que rir, provavelmente Stephanie havia fugido da tagarelice constante de Donna.
- É, Jack, como eu queria que todos fossem como você – disso Scott rindo enquanto dava uma mordida em seu pão -, mijando-se nas calças ao ouvir a palavra vampiro.”



“- Eu não entendo porque eles fazem jogos em que você é o vilão. E porque cargas d’água esses jogos tem tanta sensualidade?
Percebi em poucos dias que Phil não dizia palavrões, em vez disso usava muito ‘carga d’água’.
- Esses jogos foram feitos para homens, e eles gostam disso.
- Mas você não é homem – observou ele.
- Eu tento desconsiderar as mulheres exibindo peitões que nunca terei. – Dei de ombros. – Bem que eles podiam colocar uns homens só de cuecas, não? – Phil me acertou com uma almofada rosa. – Ai!
- Isso é por querer homens só de cuecas nos jogos.”


“O jogo começou do último ponto de salvamento, uma casa nas montanhas. Phil fez seu personagem entrar em um carro e começou a dirigir pela cidade, respeitando os semáforos e os pedestres.
- Ninguém respeita os semáforos nesse jogo, geralmente eles passam pela calçada, sabe, atropelando todo mundo.
- Eu não vou fazer isso.
- Você é o vilão mais bonzinho do jogo. – Revirei os olhos para ele.
- Meu mundo é cheio de vilões, Donna. Vilões de verdade, e bem malvados. Eu não quero ser como eles.”


“Era tão bom chorar, aliviava a alma e tirava um bom peso do coração.” – Claire

Nota: 5/5 + Fav.

OBS: Pela primeira vez, o blog irá sortear um livro que acabou de ser lançado com autografo e dedicatória da autora.
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